Vamos falar de MERITOCRACIA?

O Brasil, por causa de seu raciocínio liberal progressista e de esquerda, muito comum nos RHs, sindicatos de categoria e nos conselhos regionais, é, sem dúvida, o mercado de trabalho mais anti-ético do mundo. Vocês duvidam? Então leiam…

O Brasil é o mercado de trabalho mais anti-ético do mundo

Quero compartilhar com vocês, minha indignação, revolta e repugnância com o atual mercado de trabalho brasileiro.

Há algum tempo eu ouvi uma crítica (mais uma crítica ridícula entre tantas…) sobre a defesa pública que como muitos, eu fazia da MERITOCRACIA.

Como foi insinuado, eu defendo uma ideia que atualmenteé exatamente o que está dificultando pessoas como eu e outros a se reempregarem, pois estamos superados como profissionais pelo mercado de trabalho por causa da idade (ETARISMO) e por causa também da nossa postura social e o pensamento conservador cristão (preconceito IDEOLÓGICO e RELIGIOSO), e por “não possuirmos” os méritos necessários (ignorância dos fatos e desqualificação da experiência pessoal) que tanto defendemos, é a razão porque nós não temos mais acesso às “oportunidades iguais.

Típica postura de quem nos chama do que eles são e nos acusam dos erros que eles mesmos cometem… Opa, onde foi mesmo que nós já vimos isso, hein?

Que seja!

Eu gostaria de acreditar que isso é verdade. Mas a prática me demonstrou ao longo dos anos, inclusive pelo raciocínio seletivo de gente que se julga intelectualizada, mas sem experiência profissional prática de campo, vemos que isso não é mesmo verdadeiro. Que a verdade é bem outra, muito cruel e perversa.

Mas voltemos ao foco.

Digamos que o cara fez esse tipo de comparação nos comentários dele... Bem desenhado, não? Muito hipócrita, isso sim! A velha mania de dizer que alguns são tratados com preferência enquanto outros (os pobres coitados...) passam o diabo... Bem, é quase isso, se não for pior...

O atual mercado de trabalho brasileiro já pode ser considerado efetivamente o mais perverso e anti-ético do mundo, se não é o pior de todos.

Isso se deve a uma indústria de processos seletivos que funciona com base no subemprego (contratação de profissionais com designações de função fora do contexto, para descaracterizar a verdadeira função, as suas atribuições e as suas atividades exercidas) e com propósito explícito da exploração criminosa e análoga à escravidão de mão-de-obra qualificada (pagando salários aviltantes, abaixo do piso salarial da categoria e limitando seu acesso à quaisquer benefícios ou destinando-os como forma de salário indireto).

E isto ocorre até que esta mesma mão-de-obra seja considerada obsoleta pelos contratantes devido ao seu alto custo operacional de manutenção – apesar da sua inerente boa qualidade e experiência (só para citar: custo de traslado ao trabalho, custo de alimentação, custo de seguridade social, planos de saúde e auxílios em geral, bolsas alimentícias, etc.) ou devido à própria idade do profissional  (prática de discriminação etária), porque em função de fatores, tais como a própria qualidade do seu trabalho e a sua experiência (que é um capital intelectual, o know-how operacional da empresa), os quais, na análise administrativa moderna (que eles insistem de chamar de gestão de pessoas ou gestão de recursos humanos(*), impedem que tais profissionais se sujeitem a uma reengenharia profissional, aceitando passar por um downsizing de cargo/salário.

(*) Compreensivelmente, eu não respeito mais assim esses termos: para mim se assemelham como se tratassem as pessoas como se elas fossem números nas mãos de um burocrata da contabilidade: eles só querem saber dos resultados obtidos, depois que eles moerem todos os números em suas calculadoras financeiras para saber no final o quanto de lucro eles conseguiram extrair para seus patrões poderem continuar a se sentirem no paraíso.

E esse deve ser o raciocínio que se deve ter hoje em dia com relação à qualificação de profissionais: eles podem até ser verdadeiros lixos, desde que se mostrem maqueados de forma a parecerem ser muito bons...

Essa situação acaba gerando uma alta rotatividade no mercado de trabalho, com uma consequente e contínua desvalorização dos profissionais, a qual gera desmotivação, desinteresse no desenvolvimento e na recolocação de profissionais mais qualificados, e um alto índice de rejeição de profissionais considerados “velhos demais para o mercado de trabalho” (o etarismo citado acima, prática preconceituosa da qual, eu , e muitos outros colegas, infelizmente, concluímos que estamos sendo vítimas).

Falando em Meritocracia

No dicionário, temos que o significado de meritocracia pode ser:

Meritocracia – substantivo feminino
 
1. predomínio numa sociedade, organização, grupo, ocupação etc. daqueles que têm mais méritos (os mais trabalhadores, mais dedicados, mais bem dotados intelectualmente, etc.).
2. por metonímia –  classe ou grupo de líderes num sistema desse tipo.
3. sistema de recompensa e/ou promoção (por exemplo, num emprego) fundamentado no mérito pessoal.

Na Wikipedia, temos que:

“O termo Meritocracianeologismo – do latim mereo (‘ser digno, merecer’) e do grego antigo κράτος, transliteração de krátos (‘força, poder’) – estabelece uma ligação direta entre mérito e poder.”

Tanto a palavra mérito quanto a palavra poder têm diversos significado, o que faz com que o termo meritocracia seja polissémico.

Desta maneira o termo podem tanto: ser interiorizado como um princípio de justiça (às vezes qualificado de utópico), e ainda, simultaneamente, criticado como um instrumento ideológico voltado para a manutenção de um sistema político desigual.

Um modelo meritocrático é um princípio ou ideal de organização social que busca promover os indivíduos – nos diferentes espaços sociais: escola, universidade, instituições civis ou militares, trabalho, iniciativa privada, poder público, etc – em função de seus méritos (aptidão, trabalho, esforços, competências, inteligênciavirtude) e não de sua origem social (sistema de classes), de sua riqueza (reprodução social) ou de suas relações individuais (fisiologismonepotismo ou cooptação).

Sociólogospedagogos e filósofos discutem como explicar o modelo meritocrático onde:

“… nas sociedades contemporâneas, os indivíduos o interiorizam e o tratam como um modelo de justiça social.”

Carole Daverne‑Bailly

Estes pesquisadores destacam os falhas e as insuficiências desse modelo: ausência real de igualdade de oportunidades, sua incapacidade de resolver, sozinho, as desigualdades (sociais, culturais, sexuais, etc) e sua limitada eficácia como “princípio de justiça”, todas sujeitas a críticas. Para a maior parte dos pesquisadores, a verdadeira meritocracia – aquela que ofereceria, a cada um, aquilo que se mostrasse digno de obter – jamais existiu, em razão da falta, por exemplo, de medidas eficazes para compensar a desvantagem dos indivíduos, sejam elas biológicas (desde condições genéticas, até limitações fisiológicas), sociais ou econômicas.

Segundo Marie Duru-Bellat, a noção de mérito tem um caráter consensual e por isso “a meritocracia (…) gradualmente se impôs como o mais importante princípio de justiça, sobretudo na escola onde está no centro de seu funcionamento”. Para François Dubet – que considera que “este modelo de justiça e igualdade tem uma força essencial: não existe nenhum outro!” – a meritocracia é uma “ficção necessária“.

Diversos pesquisadores – considerando que a ordem criada por ela não é uma verdadeira meritocracia – a qualificam de ideologia meritocrática, ou ainda de “mistificação”, até mesmo de mito, dado o efeito prejudicial que apresenta quando, sem uma reflexão crítica sobre a natureza dos sistemas aos quais é aplicada (sociedade, Estado, escola, mundo do trabalho, etc), sem uma definição clara da noção de mérito ou da modalidade de recompensa e sem as ferramentas complementares para correção das desigualdades pré-existentes, o modelo meritocrático produz efeitos muito distantes do ideal a que se propõe.

Por exemplo ao reproduzir as desigualdades sociais, acaba por legitimá-las, atribuindo aos “perdedores” toda a responsabilidade por seu “fracasso”.

Agora para podermos elaborar melhor como é que a interpretação errônea do conceito pode levar a posicionamentos antagônicos totalmente exacerbados e injustificáveis, causados pela visão individual de cada pessoa, conforme ela vivencia a ideia do que é mérito e de como ele traz resultados, sugiro que leiam os quadrinhos a seguir

Quando eu olho essa história, desde a primeira vez que eu a vi, me lembro de como foi desconfortável para mim, passar pelo turbilhão de emoções desencontradas pelas quais eu passei, recordando das minhas próprias experiências vividas, da falta de incentivo ao meu esforço, ou quando ele vinha na forma daquele famoso “tapinha nas costas” acompanhado de um lacônico e seco “parabéns” (na maioria das vezes dito para disfarçar aquela impressão autoritária do pensamento do “não fez mais do que a sua obrigação” escondido por trás de um sorriso envergonhado de quem está apenas cumprindo a obrigação de ser minimamente educado… não é mesmo?) – isso quando a gente não acabava escutando um comentário sarcástico de alguém que “não entendia o porque de eu me satisfazer apenas em demonstrar a minha ‘vaidade intelectual‘ sem demonstrar mais nenhum outro tipo de ambição ou vontade pessoal”.

Assédio Moral e Humilhação: Quando o lobo vem disfarçado de ovelha

Peço que perdoem a minha franqueza, neste texto eu realmente estou terrivelmente ácido. Com boas razões!

Ainda mais quando lembro de um trabalho recente para o qual fui “contratado”. Inicialmente fui “convidado” a participar de um projeto, no qual iria atuar como o “engenheiro responsável” pela sua gestão; em seguida, iria atuar em outro projeto: uma REVAMP completa, com implementação de automação por PLC – desenvolvido pelo contratante, com meu auxílio especializado, indo desde a concepção, o desenho CAD, documentação, etc., porém a responsabilidade técnica final pelo mesmo (ART, que eu não poderia assinar, pela restrição de área de atuação, já que sou engenheiro de produção) seria feita por outro engenheiro, de elétrica (com uma justa remuneração) para a homologação do projeto.

Ocorre que depois de alguns dias de trabalho (ainda no primeiro trabalho, a instalação de um sistema de monitoria de caminhões de carga, dentro do terminal do cliente do contratante), eis que o meu contratante, que até então fora um amigo de confiança de longa data, motivado por razões que me escapam à lógica, me desautoriza completamente e de forma bem humilhante e desnecessária, DIANTE DA EQUIPE TÉCNICA QUE ESTAVA CONFIADA À MINHA GESTÃO, dizendo que “ele iria me ensinar como ser um ENGENHEIRO DE VERDADE…” 

Modestamente raciocinando a respeito, me questiono se depois de: 

  1. Ter trabalhado mais de 20 anos, como técnico eletrônico de campo, me especializando em serviços de automação de processos de instrumentação (vazão, pressão, temperatura, viscosidade, análise de poder calorífico (GN), densidade, etc;
  2. Ser um razoável autodidata com expertise em T.I. e em redes comerciais e industriais;
  3. Ter experiência na montagem, manutenção, instalação e comissionamento de diversos equipamentos (incluindo computadores pessoais);
  4. Ter experiência no treinamento e coordenação de equipes e atuar no suporte técnico ao cliente;
  5. Ser um razoável intérprete em inglês técnico, acompanhando estrangeiros a serviço aqui no Brasil;
  6. Atuar na tradução e elaboração de documentação técnica de treinamento;
  7. Ter feito 5 anos e meio de faculdade, mais o estágio como engenheiro de aplicação, com atuação em análise e suporte de gestão de contratos.

Se depois disso tudo, eu ainda não aprendi o suficiente para ser um engenheiro de campo (nem como um iniciante), me respondam o que é que eu ainda teria que “aprender sobre como ser um engenheiro” de um cara que NUNCA SEQUER CONCLUIU UM PERÍODO DE ENGENHARIA (se é que algum dia tenha passado perto de alguma faculdade)?

E isso tudo, independentemente dessa pessoa possuir basicamente a mesma experiência profissional técnica de campo que a que eu descrevi acima, e que eu respeitava incondicionalmente, como exemplo a ser seguido, eu admito então que eu realmente não sei é de nada…

No final das contas, eu me senti assediado moralmente, humilhado, desmotivado e por fim desisti, depois de várias outras situações semelhantes que ocorreram em seguida, de prosseguir com o trabalho. Sequer tive a oportunidade ou me dei de tentar entender o que estava acontecendo: simplesmente, desisti disso, para não me decepcionar ainda mais com a pessoa.

E qual foi o resultado posterior disso: eu ainda fui acusado (por ele apenas!) de ter abandonado a equipe… Além de ter demorado literalmente 6 longos meses para receber por 15 dias de trabalho, tendo ouvido muitos pedidos de desculpa do contador do próprio, que não soube me justificar o porque disso. Não preciso nem dizer que essa foi outra amizade que acabou (como a do crítico “expertinho” da primeira parte desse texto, a qual agradeço muito a Deus por ter realmente acabado!).

O "politicamente correto" e a interpretação errônea do que é Meritocracia

O que eu vejo por trás desses pequenos e desagradáveis exemplos de incidentes que eu citei até aqui, se não é uma amostra de que sempre há um quê de malícia, de maldade, de despeito, de inveja, de ignorância, ou quem sabe até, de ÓDIO puro e irracional, por trás de cada comentário idiota desse tipo, eu não sei mais como definir…

E mais: apesar da aparente ÓTIMA intenção por trás disso tudo, da suposta “boa vontade de ajudar um amigo e companheiro de profissão, de área” a se recolocar no mercado de trabalho, fica nítido que isso trata-se apenas de jogar para a platéia. Não há de fato a intenção de ajudar: eles querem é obter resultados. Não importa a boa fé, a amizade e a lealdade de quem eles tenham que usar e abusar para alcançarem esses objetivos.

E pasmem com o que eu vou dizer: NÃO ACHO FRANCAMENTE QUE ESTEJAM ERRADOS! Afinal, negócios são negócios e isso tudo não passa apenas de alguns bons negócios! Mas que pelo menos, haja franqueza, haja olho no olho, não o abuso de uma suposta “amizade“, para depois se aplicar uma rasteira na pessoa. Que haja pelo menos um pingo de honestidade na hora de propor algo desse tipo. A decisão de entrar na roubada depois de uma dessas fica a encargo da outra pessoa. Bem como o ônus do arrependimento depois de tudo ter acontecido.

O que vem me deixando muito indignado, aborrecido, decepcionado e desiludido (basta ver nos textos que eu vou sugerir que sejam lidos, ao final desse texto – lendo todos, alguns de minha lavra, outros traduções de textos estrangeiros ou a minha opinião sobre textos de terceiros – acho que vocês vão de fato se aperceber do que eu estou tentando dizer, no contexto geral) é a completa falta de honestidade, de sinceridade, de franqueza, de confiabilidade e de lealdade no mercado de trabalho brasileiro. Falta muita ética. A moralidade dessas pessoas, sejam empresários ou colegas de área está muito abaixo do limite mínimo aceitável de respeito mútuo e de observância aos preceitos éticos profissionais.

E não que eu seja um idiota crédulo, do tipo que ainda acredite em histórias da carochinha. Mas peço que não subestimem a nossa inteligência, afinal essa demonstração de arrogância pessoal, é muito pior do que qualquer mínima vaidade intelectual: é obscena, vulgar, agressiva, desvirtuada e principalmente anti-ética, merecedora de nosso completo desprezo. De qualquer maneira, peço que vejam nos vídeos abaixo duas visões bem próximas do que deve ser interpretado como meritocracia, e se essa ideia é boa ou ruim. Podem estar certos de que vocês vão se surpreender com relação as visões do Clarion de Laffalot e do Raphäel Lima (Idéias Radicais) sobre o tema.

De antemão, eu peço que me perdoem pelo tamanho que está ficando esse texto, à partir de agora, porque tem muito mais a ser dito sobre o tema, mas tudo isso terá o seu valor e importância.

A seguir, eu estarei postando outro exemplo de crueldade cada vez mais comum no meio dos processos de seleção de profissionais qualificados. Peço a todos que leiam o mesmo com muita calma e atenção, porque trata-se de um e-mail de resposta (meu) a uma proposta de serviço de coaching que eu recebi já há algum tempo (mais ou menos dois anos) de um site de recolocação. Particularmente eu quero esclarecer que tenho minhas reservas quanto a esse tipo de serviço oferecido, mas mercado é mercado e não vou aqui discutir ética nesse quesito. Pelo menos não de imediato.

Decidi publicar o texto aqui e através de minhas redes sociais, para que as pessoas possam ler o mesmo, e para que possam fazer o seu próprio juízo quanto ao mercado de trabalho brasileiro, a CLT e as relações patrão-empregado. Omiti deliberadamente os nomes do autor e da empresa, para manter-lhes alguma privacidade por uma questão de ética para com os mesmos. Destaco ainda o fato de que esse e-mail é padrão, pois já recebi o mesmo de outros missivistas do site, o que indica que são oriundos de profissionais contratados pelo mesmo para oferecerem esse serviço de coaching.

Aliás o serviço de orientação de recolocação profissional de executivos (coaching) é bem antigo no Brasil. Começou com empresas de headhunters como a Catho, Manager, entre outras, algumas encabeçando inúmeras listas de processos por propaganda enganosa e venda de serviço (em geral falso) de “recolocação profissional de executivos(*), além da prática de estelionato. Se houver dúvida, basta procurar no Google por processos contra essas empresas. Vocês vão se espantar!

(*) Acreditem, eu não conheço ninguém, nenhum executivo que eu possa citar, que tenha se recolocado em posição igual ou superior a que ele ocupava antes de ficar precisando de recolocação no mercado de trabalho…

Só de mercado de trabalho eu já tenho mais de 23 anos de vivência, logo eu tenho bagagem de sobra para compartilhar e uma visão de ética profissional bastante peculiar! Que esse texto possa servir de alerta a todos, e que todos possam aprender a se proteger dessas armadilhas da empregabilidade no mercado de trabalho brasileiro!

Bom, então vamos ao e-mail original recebido:

De: Fulano de Tal [Nome e e-mail omitidos]

Enviada em: quarta-feira, [data omitida]

Para: roberto.c.teixeira@gmail.com

Assunto: Ajuda para se recolocar mais rápido

Olá, Roberto. Tudo bem? Meu nome é Fulano, sou gerente de recolocação profissional da Nome_da_empresa_omitido.com.br.

Acredito que você esteja em busca de uma recolocação. Existem várias oportunidades no mercado de trabalho e estou aqui para ajudar você a se recolocar mais rapidamente.

Notei que hoje a atratividade do seu currículo1; que buscam candidatos em nosso site. Por isso, tenho dois pontos em que posso te ajudar:

1 –ANÁLISE E ADEQUAÇÃO DO CURRÍCULO2: Nossa equipe precisa analisar e reestruturar o conteúdo de seu currículo, destacando mais os seus pontos fortes e tornando-o mais atrativo. Assim você vai despertar mais interesse das empresas que buscam candidatos com o seu perfil.

2 –DESTAQUE DO CURRÍCULO3: Para acelerar sua recolocação, posso colocar seu currículo em destaque para aumentar as chances de essas empresas te encontrarem. Esse é o primeiro passo para uma recolocação mais rápida.

Alguns exemplos de empresas que procuram candidatos em nosso site hoje são Aché Laboratórios, Allis, Grupo Pão de Açúcar, DELL, Bradesco, FTD Editora, Lorenzetti, Nestlé, Samsung, Hyundai, Suzano Papel e Celulose, Intelbras, Hospital Nove de Julho, JAC Motors, Friboi, Adecco, Ambev, Aurora, Renault, Ericsson, Sadia (BRF Foods) e LG, dentre outras em vários segmentos.

Você tem interesse em investir em ferramentas que te ajudem a melhorar os pontos acima e trabalhar em empresas de primeira linha? Entre em contato comigo respondendo a este e-mail e se preferir me passe seu telefone com DDD para conversarmos.

Espero falar com você em breve.

Aguardo seu contato!

Fulano de Tal

Gerente de Recolocação Profissional

Bom, eu fiz algumas notas pessoais que são numeradas no texto do e-mail acima e detalhadas ao fim deste texto, com algumas considerações pessoais minhas e algumas dicas importantes. Prossigamos! Abaixo eu faço a minha análise pessoal sucinta e resumida explicitada em meu e-mail de resposta (não divulgado por razões óbvias).

Recolocação

Não sei dizer qual seria a palavra certa nesses tempos modernos. Antigamente, creio que a palavra certa seria “emprego”. Hoje se fala em “recolocação”.

Pelo meu entendimento de Língua Portuguesa (que tem mudado em atendimento a uma preguiça mental cada vez mais comum nos países luso-parlantes), “recolocar” teria o sentido de colocar “algo” ou “alguma coisa” de volta a “algum” lugar onde esse “algo” ou “alguma coisa” estava.

O que no meu caso não procede, primeiro porque “algo” ou “alguma coisa” implica em interpretação de “objeto”, e eu ainda me considero um ser viventesapiente senciente; segundo, porque com raras exceções, eu não desejo voltar a trabalhar nelas (no máximo desenvolveria parcerias como autônomo), pois salvo qualquer incidente digno de nota, ou atos que desabonem a minha conduta ou as minhas realizações nestas empresas, para meu desagrado eu creio não ter visto o meu valor e esforço nessas empresas ser reconhecido da forma adequada (conforme meu julgamento pessoal – posso até estar sendo injusto, admito!) para uma sobrevivência mais digna.

Como não estou no momento em condição de investir em “programas de recolocação”, sendo que mal tenho os recursos para manter os meus contatos e currículos disseminados por “n” sites de Recursos Humanos pela Internet. 

E honestamente, mesmo que tivesse estes recursos, eu não o faria, por razões pessoais.

Desemprego e Preconceito

Estou há mais de 5 anos desempregado, em um mercado marcado por muita recessão (felizmente começando a apresentar um horizonte mais otimista adiante, apesar de ter muita coisa ainda para consertar), quase que uma hiperinflação (dados inconsistentes ainda para comprovar, apesar da evidente subida do custo de vida no período), alta taxa de desemprego (mais de 12 milhões de desempregados em todo país, e eu diria que quase que +/- 10% apenas na área de Engenharia!), um total de 64 milhões de pessoas fora da força de trabalho efetiva (ou seja, pessoas que não estão trabalhando e/ou nem estão procurando trabalho) das quais, pelo menos 28,1 milhões estão subutilizadas, (ou seja, pessoas que até desenvolvem alguma atividade, mas estão trabalhando sem CTPS – não sendo portanto, computadas nas estatísticas oficiais como se estivessem ativas – ou não estão trabalhando efetivamente, devido a outras atividades – mães com filhos menores, sem condições de colocá-los em creches, ou ainda, pessoas sem qualificação profissional ou especialização necessária, etc.); por fim, 4,8 milhões estão desalentadas (ou seja, desistiram de procurar emprego, ou por não estarem conseguindo reemprego – meu caso – ou o primeiro emprego – caso do meu filho, por conta do etarismo – em ambos os casos, devido a experiência demais, ou de menos); e o restante são apenas força de trabalho potencial, mas sem nenhuma chance efetiva de empregabilidade a curto prazo.

Quem quiser conferir esses dados (que confirmam as minhas previsões mais pessimistas que eu fiz desde 2015, 3 meses depois que eu fiquei desempregado, e pelas quais eu fui chamado de alarmista, de pessimista, de agitador anarquista, de fascista e outras pérolas do “ódio do bem” dessa turma de millennials desmiolados que se acham os donos da verdade só porque vivem de cara colada no celular, o substituto de babá dessa gente criada longe do olho atento dos pais e que é arrogante demais para os escutá-los e obedecê-los sequer para arrumarem as próprias camas… Deixe quieto…) , como eu dizia, quem quiser confirmar tais estatísticas, clique aqui nesse link.

Processos de captação de currículos e o contato com candidatos

Devido a consequente quebradeira de inúmeras empresas na área onde o meu enfoque de experiência é mais acentuado, por causa do envolvimento desse mercado de trabalho empresarial com os escândalos de corrupção dentro das esferas da administração pública (municipal, estadual, federal), de autarquias e empresas estatais, conforme verificado nas investigações da Lava Jato, esse é um quadro que a curto prazo dificilmente se alterará.

Portanto, meus senhores e minhas senhoras, eu estou há 5 anos, 3 meses e 4 dias e meio, tentando encontrar QUALQUER EMPREGO, em QUALQUER EMPRESA que queira contratar um Engenheiro de Produção, ou mesmo um Técnico de Instrumentação e Automação Industrial de Processos com experiência em Projetos na área industrial, conhecimentos de Instrumentação, Automação Industrial, Construção de Estruturas Metálicas e Tubulações, Eletrônica Industrial, Montagem de Equipamentos e Computadores, mas que também possui bastante experiência em Informática, Redes, Administração (Gestão de Custos, Contratos, Compras, Vendas, Engenharia de Aplicações), Relações Interpessoais, contato com estrangeiros, a nível técnico-comercial (com fluência razoável em Inglês, bastante para entender, traduzir, interpretar e redigir documentos técnicos e comerciais).

E eu estou há mais de 5 anos recebendo constantemente as MESMAS RESPOSTAS (quando recebo!) em todos processos de seleção dos quais eu tenho participado:

“Olá, recentemente você se candidatou a uma das oportunidades oferecidas por nossa empresa e ficamos imensamente agradecidos pelo seu interesse e disponibilidade. Entretanto, não foi possível aproveitar o seu perfil para essa oportunidade. Não desanime! Continuamos torcendo por você e desejamos sucesso em sua busca por novos desafios profissionais.”

Ou então:

“Nós recebemos a sua candidatura para a posição de (cargo omitido). Depois de uma cuidadosa consideração, lamentamos informá-lo de que você não foi selecionado para esta posição. Seu arquivo de candidato será mantido em nosso banco de dados e com isso o informaremos de vagas de emprego que combinem com o seu perfil, se esta opção foi selecionada. Nós também lhe convidamos a visitar regularmente a Seção Carreiras no nosso Site. (Nome da empresa omitido) agradece seu interesse e deseja toda a sorte em sua carreira.”

Ou ainda, essa que é a campeã de todas (a que mais eu recebo!):

“Obrigado por seu interesse na vaga de (cargo omitido) na (nome da empresa omitido). Após cuidadosa consideração, nós determinamos que as suas qualificações não correspondem aos requisitos da vaga, tanto quanto as de outros candidatos. Nós lhe convidamos a visitar o nosso site regularmente para ver outras vagas que atendam seus interesses e qualificações. Nós agradecemos o seu interesse na (nome da empresa omitido) e desejamos sucesso em sua carreira.”

Tem ainda essa aqui, que é novidade:

“Agradecemos seu interesse em fazer parte da (nome da empresa omitido). Identificamos que, para a vaga que direcionou seu currículo, seu perfilconhecimentos estão diferentes do que necessitamos para a função ou recebemos um grande número de candidatos no perfil e não foi possível incluir a todos no processo de seleção. Seu currículo permanece cadastrado em nosso banco de talentos para futuras oportunidades e orientamos a visita constante ao site (site da empresa omitido, link “trabalhe conosco”) para que possa acompanhar as vagas em aberto e realizar sua inscrição direcionada àquela que mais lhe interessar e estiver dentro de seu perfil e conhecimentos específicos.”

Tem até resposta em inglês, querem ver?

“Dear Roberto, Thank you for your interest in (nome da empresa omitido) and applying to the (cargo omitido) position. We appreciate the time you invested in completing your application. We regret to share that you are no longer under consideration for this position. If you selected this option, we will notify you about future job openings that match your profile. Please continue to visit our career site and apply for positions that match your qualifications. Sincerely, Human Resources”

Estou há mais de 5 anos recebendo estas e outras mensagens de rejeição. Só no Vagas.com foram mais de 3000 envios de currículos para diferentes empresas e oportunidades. Fora os currículos que eu deixei diretamente nos portais de empresas cadastradas no próprio Vagas.com. No Infojobs, no Indeed, e ainda pelo LinkedIn, eu já perdi a conta de quantas vezes enviei currículos pleiteando emprego.

Cabe lembrar, para finalizar essa parte do texto, que hoje em dia todo esse processo de captação, triagem, análise e seleção de currículos é praticamente todo automatizado. Lembra-se daquela exigência de colocarem o currículo no corpo do e-mail? E você querendo enfeitar o currículo e não tendo como fazê-lo porque o formato do e-mail era mais trabalhoso de se enfeitar?

A razão é bem simples: esses currículos no corpo do e-mail são lidos diretamente por programas específicos, verdadeiras ferramentas de triagem e pré-seleção, “frias e calculistas” (porque são programadas e alimentadas com filtros programados para exatamente isso: selecionar minuciosamente profissionais que atendam a exigências mínimas de perfis pré-programados nas entranhas desses sistemas.

Os sistemas (softwares ou aplicações) usados para executar (e também encurtar o tempo) os processos de seleção de candidatos são os chamados ATS ou Applicant Tracking Systems (Sistemas de Rastreamento/Seleção de Candidatos). 

Um ATS é um aplicativo que permite o manuseio eletrônico das necessidades de recrutamento e contratação. Um ATS pode ser implementado/acessado on-line nos níveis corporativo ou de pequenas empresas, dependendo das necessidades da organização; aplicativos ATS gratuitos e de código aberto também estão disponíveis. Um ATS é muito semelhante aos sistemas de gerenciamento de relacionamento com clientes (CRM), mas é projetado para fins de rastreamento de recrutamento. Em muitos casos, eles filtram os aplicativos automaticamente com base em critérios específicos, como palavras-chave, habilidades, ex-empregadores, anos de experiência e escolas frequentadas. Isso fez com que muitos adaptassem técnicas de otimização de currículo semelhantes às usadas na otimização de mecanismos de pesquisa ao criar e formatar seus currículos(*). Falaremos mais especificamente sobre os ATS em uma postagem futura!

(*) Exatamente como eu explico mais adiante no final, em Notas Importantes.

Desânimo e Desilusão

Eu já estou desanimado e desiludido, porque não sei se entendo (ou se quero entender) o que está ocorrendo. Não queria, mas já cedi completamente ao receio de ser ETARISMO(*), mas infelizmente, não tenho como provar tal fato, ficam elas por elas.

Porém isso não me impede de protestar, tanto que além de publicar esse texto em meu blog, estarei compartilhando o mesma como através de todas as minhas redes sociais (Facebook, LinkedIn, GAB e Twitter) como um alerta a todos os profissionais da área, bem como uma forma de repúdio ao tratamento que todos nós estamos recebendo de um mercado de trabalho nitidamente desorientado, mal estruturado, mal administrado, explorador e incapaz de julgar livrossem ser apenas pelas capas”.

Um mercado de trabalho cada vez mais opressor, explorador, tecno-escravocrata, preconceituoso a extremo, e que não sabe que tipo de profissional que deseja contratar.

(*) Nota do autor: Infelizmente, confirmei essa hipótese, tanto para mim, por já ter passado há muito dos 35 anos de idade – idade a qual, para os “profissionais de RH”, delimita quem está velho para o mercado de trabalho – quanto para o meu filho, que mesmo já tendo completado 26 anos é considerado inexperiente para o mesmo mercado de trabalho.

Conclusões

Aproveito e convido aos meus seguidores a analisarem meu currículo atualizado, aqui mesmo no site (clique no subitem Curriculum do item Histórico no menu acima), para que quem leia este artigo, entenda quais são minhas qualificações, as mesmas que segundo os profissionais de recolocação não atendem aos requisitos dos cargos aos quais eu me candidatei.

Espero que se alguém puder me explicar o que me falta em termos de meritocracia para que possa recuperar minha dignidade pessoal e profissional e para que eu possa voltar ao mercado de trabalho, e que tenha a decência de me explicar sem ironias ou ataques a minha pessoa, principalmente por eu defender a meritocracia.

Eu defendo a meritocracia, porque eu realmente acredito que aqueles que se empenham mais em progredir, em adquirir conhecimento e experiência e usam isso para promover resultados, produtos, eficiência, progresso, geração de renda, bem-estar social, etc., esses sim tem seu mérito e devem ter a chance de provar isso na prática. 

Já com relação aos demais, àqueles que realmente não passam de parasitas sanguessugas, aos que estão por aí, vivendo de espoliar o erário público e o esforço suado daqueles que pagam os impostos, para depois não produzirem efetivamente nada, qual é o mérito que eles tem?

O de se prepararem muito bem para passar em concursos públicos (tendo um ótimo suporte familiar para isso!) ou a habilidade de venderem (e sem cerimônia) a sua alma ao demônio da indicação política para cargos de confiança em troca de participação em esquemas de corrupção?

A esses eu preferiria que ninguém dissesse que eles TEM MÉRITOSpor favor!

Estudar arduamente para passar em um concurso é obrigação de quem quer ser um profissional do Estado! O problema é fazer isso em busca de privilégios e vantagens (principalmente a que os profissionais da iniciativa privada não tem, porque é um absurdo, a tal da estabilidade, independente de MÉRITO PROFISSIONAL!)…

E é exatamente por isso que eu sou favorável a uma redução drástica do tamanho do Estado, para desonerar a população e as empresas e dar fôlego para permitir ao país crescer sem estar atrelado ao paizão Governo.

Portanto, se alguém puder reduzir esse tamanho pantagruélico do Estado, que o faça, por favor. Nós todos, os bons profissionais, defensores dos resultados e dos méritos, agradeceremos penhoradamente!

Porque caso contrário, eu vou começar a acreditar que no nosso país, só prospera e sobrevive com decência, quem não respeita as leis, ou pior, quem se vende para quem as tem em suas mãos como rédeas e as conduzem ao seu bel prazer. Ou quem vira funcionário público.

Para mim, hoje em dia, não existe muita diferença.

Notas Importantes:

1 O que eles chamam de melhorar a atratividade do seu currículo? Significa que você não pode ter um currículo padrão!

Em outras palavras: ou você torna o seu currículo adequado a cada diferente oportunidade de emprego para a qual você se candidate, ou você vai ficar preso a ter de se candidatar sempre ao mesmo cargo se não quiser ter o trabalho de redigi-lo e revisá-lo toda vez que se candidatar à uma vaga. Ou ficar desempregado!

Ainda não entendeu? Então vamos simplificar: já que os profissionais de RH (os chamados headhunters) querem agilizar seus resultados, eles esperam que você, candidato (ou nós, se me permitirem me incluir!) simplifique o trabalho deles! Como?

Esmiuçando ao máximo o que eles consideram como “pontos chave para a seleção“: ressaltar pontos fortes e ocultar omitir pontos fracos – indo direto ao ponto: eles querem que você encurte o trabalho deles, para eles atenderem mais rapidamente aos clientes. Não querem perder tempo com entrevistas: querem selecionar apenas os candidatos “top” de linha, e encaminhar apenas os que se enquadrarem 100% no perfil desejado.

Uma boa prática para eles, uma péssima para nós: isso elitiza por demais a seleção, porque aí não está se praticando meritocracia, e sim se praticando a elitização da força de trabalho… Simplesmente por não haver igualdade real de oportunidades: já são pré-selecionados apenas candidatos top – recém-formados, com várias especializações agregadas, MBA, etc., novos e com bastante vida útil para darem retornos imediatos…

É tão difícil assim entender a diferença?

2 Temos aqui um exemplo clássico de venda casada de consultoria não solicitada. Não ficou claro? Então vou esclarecer: se você usa (como eu e a maioria) serviços “gratuitos” (só para lembrar, como sempre: não existe almoço grátis, ok?) de busca por vagas e oportunidades, a empresa que disponibiliza esse recurso só ganha em cima do seu currículo quando consegue indicá-lo para uma vaga de emprego certo?

Infelizmente (para nós, para eles é mais do felizmente!) não é bem assim que funcionam as coisas. Uma das formas deles ganharem dinheiro (e muito, se formos considerar aqueles mais desesperados por recolocação!) é oferecer o serviço (não solicitado e não necessariamente desejado!) de consultoria para recolocação (mais conhecido por aqui como coaching de executivos ou coaching de recolocação).

Não tenho nada contra isso. Pelo contrário, tanto que provavelmente eu vou acabar me capacitando nessa área também (porque não? viva o empreendedorismo!)… Mas soa de forma quase que perversa você oferecer a quem está desempregado e sem recursos, serviços de consultoria para recolocação.

Se o cara está empregado, porém insatisfeito com o cargo, salário, e quem sabe, até a empresa onde está trabalhando e deseja buscar um novo cenário e uma nova perspectiva de trabalhos, progresso pessoal, financeiro e social, nada mais justo contratar um serviço desses.

Mas querer ganhar dinheiro em cima de quem está desesperado para se reinserir na força de trabalho do país, poder quitar suas contas e débitos e sustentar a própria família, não é só perverso e cruel – eu diria que é vil, obsceno e até diabólico!

E fazer isso oferecendo serviço PAGO de análise de perfil, para posterior emissão de um relatório de orientação para melhorias no currículo, ressaltando-se os tais “pontos fortes” e ajudando a eliminar os “pontos fracos” é de uma indecência que me escandaliza. É o que acaba levando ao próximo item, mais escandaloso ainda.

3 Sim, esse é o item mais escandaloso, sim. Literalmente tratamos aqui de VENDA DE DESTAQUE PREFERENCIAL NA OFERTA DE MÃO-DE-OBRA. Isso sim se chama de o ápice da ELITIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE OFERTA DE EMPREGO x DISPONIBILIDADE DE PROFISSIONAL QUALIFICADO.

E levando-se em conta que nos meus últimos empregos (os últimos 5, o que corresponde a quase 17 anos de vida profissional), praticamente todas as relações de oferta e de contratação (exceto na primeira, mas daí por diante foram na base da indicação, bem mais válida e honesta por sinal!), foram na base do famoso “QI”, ou seja “Quem Indicou”, como popularmente é conhecida. Comparando-se a isso chega-se a conclusão que é a base do subtítulo desse texto: que o nosso mercado de trabalho é o mais anti-ético do mundo.

Simplificando, ou você se humilha e aceita qualquer condição de trabalho aviltante, exploradora e efetivamente e dissimuladamente escravizadora de mão-de-obra, ou então você compra a sua melhor oportunidade para sair à frente dos demais (literalmente comprar o seu emprego) ou você torce pela sorte (nem sempre madrasta, mas muitas vezes pouco provável).

Ou então tenta fazer como eu e começa a pensar seriamente em ser um empreendedor. E quem sabe assim, se livrar de um vez por todas dessas relações anti-éticas desse horroroso mercado de trabalho brasileiro. Sem sombra de dúvidas esse é o mais anti-ético do mundo.

Links Sugeridos

Abaixo eu disponibilizo (em uma retaliação branca a esse nosso mercado anti-ético), diversos links para que os leitores possam analisar as dicas, macetes e orientações dadas por esses mesmos especialistas de recolocação, sobre como conseguir o tão desejado emprego.

Se algum dos prezados seguidores, seguir essas “dicas” e resolverem contratar os serviços oferecidos e conseguir o emprego matador que esses especialistas prometem, mesmo diante do atual quadro de recessão do país, por favor, poste seu comentário e os resultados obtidos por aqui.

A minha perspectiva otimista é a de que não vai passar de zero o número de comentários de pessoas que conseguiram emprego seguindo essas orientações, por pelo menos uns 6 meses (otimismo extremo) até pelo menos uns 2 a 4 anos (otimismo realista brasileiro).

Na verdade eu não acredito que nada disso funcione: podem testar e comprovar, estou há anos seguindo esses conselhos. Já perdi completamente a fé nessas recomendações. Mas tenta a sorte, quem sabe você não consegue, não é mesmo?

Mas só vai me confirmar uma coisa com isso (exceto se você for da mesma idade ou mais velho do que eu sou!): que a prática do etarismo está comendo solta no país dos preconceitos e da falta de ética no mercado de trabalho!

Então vamos que vamos! Boa sorte!

1) Como melhorar a atratividade de seu currículo:

(É sério sso? A maioria fala rigorosamente a mesma coisa e não diz nada de novo)

2) Como contratar a Análise e o Relatório de Adequação de Currículo:

(Ou como vender um serviço que o “cliente” não quer ou nem tem como comprar…)

3) Como destacar o seu Currículo:

(Ou como sair na frente, comprando preferência do “primeiro lugar” da fila sem garantia absoluta de retorno!)